REVISTA DE MENOPAUSIA

 

Resúmenes de eventos

II CONGRESO LATINOAMERICANO DE CLIMATERIO Y MENOPAUSIA

 

GORDURA CORPORAL NO CLIMATÉRIO

Filip Raskin, D.; Pinto-Neto, A.M.; Neves-Jorge, J. Dept°s. Tocoginecologia - PUC-CAMPINAS/UNICAMP. Av. John Boyd Dunlop, s/n - Campus II Tel.: 55 19 729 8320. Unicamp Tel.: 55 19 289 1471 - FAX 55 19 289 5935

Objetivos: Avaliar os padrões de distribuição de gordura corporal em mulheres de 45 a 65a.

Material e Métodos: Estudo de corte transversal com 259 pacientes. Considerou-se a idade, status menstrual, tempo de menopausa; os antecedentes de hipertensão arterial, diabetes, doença cardiovascular, obesidade e dislipidemias. Observou-se a dieta, atividade física, o tabagismo, etilismo, IMC, a relação das circunferências cintura-quadril, a PA, os valores de FSH, colesterol, LDL, HDL, VLDL, triglicérides, glicemia, colestero/HDL e LDL/HDL.

Resultados: A média etária foi 51,5a.; 37,1% na perimenopausa e 62,9% na pós menopausa, tempo médio de amenorréia 3,5a. Verificou-se perfil ginecóide (RCQ ? 0,80cm) em 23,5% e padrão andróide de distribuição da gordura corporal em 76,4%. Observou-se predomínio de não obesas com IMC médio de 28,4Kg/m2 independente do status menstrual e distribuição da gordura corporal. Constatou-se informações relativas a estilo de vida sedentária e dieta hipercalórica em 78,7% e 58,6%. A análise multivariada observou-se relação direta entre padrão de distribuição andróide e status menstrual, tempo de menopausa, antecedente pessoal de hipertensão arterial e hipercolesterolemia, níveis de FSH ? 40 UI/ml, LDL e triglicérides ? a 150 mg/dl e de HDL ? a 50mg/dl. As razões entre colesterol total/HDL e LDL/HDL também apresentaram relações com o padrão andróide.

Conclusões: O status menstrual e os anos pós menopausa são preditores independentes das modificações que ocorrem na distribuição da gordura corporal e o risco cardiovascular determinado pelas alterações do perfil lipídico tambén associou-se ao perfil andróide da gordura corporal.

 

TRH EM MULHERES COM SOBREPESO

Lima Jr. JA.; Pinto-Neto, AM.; Pedro, A; Paiva, L.C. Departamento de Tocoginecologia, FCM, Unicamp R. Alexandre Fleming, 101 - CEP 13083-970-Campinas, SP Tel.: 55 19 289 1471 - Fax: 55 19 289 5935

Objetivo: Avaliar e comparar as variações no índice de massa corporal em três anos de observação de mulheres na pós menopausa com sobrepeso e sem sobrepeso, com ou sem TRH.

Material e Métodos: Este é um estudo de coorte retrospectivo, realizado através da avaliação de prontuários de pacientes na pós-menopausa, acompanhadas em um serviço de climatério. Foram avaliadas 166 usuárias e 136 não usuárias de terapia de reposição hormonal, por três anos. Para análise, as mulheres foram divididas em grupos com índice de massa corporal menor que 27 ou maior ou igual a 27 de acordo com os dados da observação inicial, sendo utilizados para a análise estatística o Teste T para amostras independentes e o Teste T para amostras pareadas.

Resultados: Observamos que as usuárias de TRH com IMC>=27 não apresentaram variações significativas em seu IMC em três anos de observação. Já as não usuárias, com IMC>=27, apresentaram aumento do IMC no terceiro ano de acompanhamento (p=0,04). Comparando as variações das usuárias com as das não usuárias não foi observada diferença significativa. As mulheres com IMC<27 usuárias ou não usuárias de TRH apresentaram aumento no IMC no terceiro ano de observação. Também não houve diferença significativa quando foram comparadas as variações do IMC das usuárias com a das não usuárias de TRH com IMC<27.

Conclusões: Houve aumento no IMC das mulheres no terceiro ano de observação, exceto naquelas com IMC>=27 usuárias de TRH; As variações no IMC das usuárias e não usuárias de TRH não foram diferentes, tanto nas que apresentaram IMC>=27, quanto nas que apresentaram IMC<27.

 

TRH EM MULHERES HIPERTENSAS

Lima Jr. JA.; Pinto-Neto, AM.; Pedro, A; Paiva, L.C. Departamento de Tocoginecologia, FCM, Unicamp R. Alexandre Fleming, 101- CEP 13083-970-Campinas, SP. Tel.: 55 19 289 1471 - FAX 55 19 289 5935

Objetivo: Avaliar e comparar as variações na PAS e na PAD em três anos de observação em mulheres na pós menopausa hipertensas ou não, com ou sem TRH.

Material e Métodos: Este é um estudo realizado através da avaliação de prontuários de pacientes, acompanhadas em um serviço de climatério. Para análise, as mulheres foram divididas em dois grupos: um grupo de hipertensas, quando apresentaram pressão arterial maior ou igual a 140 x 90 mmHg na primeira observação, e não hipertensas quando não cumpriam tal requisito. A análise estatística foi realizada utilizando-se o Teste de Wilcoxon.

Resultados: Observamos que as mulheres não hipertensas, usuárias de TRH apresentaram aumento na PAS no primeiro e segundo anos de acompanhamento, enquanto as não usuárias apresentaram aumento na PAS nos três anos. Quando comparadas entre si não houve diferença entre as variações. A PAD das mulheres não hipertensas usuárias de TRH aumentou no segundo ano de observação, enquanto a PAD das não usuárias não se alterou de forma significativa. A comparação da variação da PAD entre as usuárias e não usuárias não mostrou diferença significativa. A PAS das hipertensas, tanto usuárias quanto não usuárias de TRH, diminuiu nos três anos de observação. Quando comparadas as variações das usuárias com as das não usuárias, não houve diferença significativa. A PAD das mulheres hipertensas, usuárias ou não de TRH, apresentou diminuição nos três anos de observação, não havendo diferença entre a variação das usuárias e não usuárias.

Conclusão: Não houve diferença significativa entre as variações na PAS e PAD das usuárias e da não usuárias de TRH, tanto hipertensas quanto não hipertensas.

 

 

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