REVISTA DE MENOPAUSIA

 

EFEITO DA TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL (TRH) NA MASSA ÓSSEA EM MULHERES MENOPAUSADAS.

 

Ribeiro F°, FF; Meneses AM; Sabino AT; Terra, EM; Pardini DP. Centro de Saúde e Disciplina de Endocrinologia UNIFESP-EPM. SP-Brasil. Rua Alabastro 262, apt. 111. CEP-01531-010. Tel/Fax - 2773293. SP-Brasil.

Objetivo: Estudar o efeito da TRH na massa óssea de mulheres menopausadas, através da densitometria (DO) (DPX-Lunar) em coluna (C) e fêmur (F) em codições basais e anualmente após a TRH.

Pacientes: Avaliamos 160 mulheres menopausadas. Menopausa foi definida como amenorréia ? 6 meses e níveis de FSH ? 40mUI/1. Elas foram divididas em 5 grupos: G0= permaneceram sem TRH por lano; GI= Receberam TRH por lano; GII= TRH / 2 anos; GIII= TRH / 3anos; TRH / 4anos. A TRH consistiu em 0,625mg de estrógenos conjugados/25d/mês, vo, ou 100mcg de estradiol via transdérmica /semana/mês + medroxiprogesterona 5mg/dia/12dias/mês. A ingesta de Ca era inferior a 500mg/dia em 70% das pacientes, e de 500-1000mg/dia no restante.

Resultados: Os dados de idade(I) e tempo de menopausa (TM) estão expressos em mediana e os de BMD em média(±EP).

Conclusões: 1-Observa-se uma dissociação da BMD da coluna e do fêmur em resposta à TRH; 2- A % de ganho foi crescendo e % de perda de BMD foi decrescendo com os anos de TRH, em coluna e fêmur; 3-Apesar dos valores médios de BMD, antes e após a TRH não apresentarem diferença estatisticamente significante a maior parte das pacientes ganhou massa óssea na coluna e em torno de 50% delas no fêmur também.

 

AVALIAÇÃO DAS PACIENTES SUBMETIDAS À CURETAGEM
UTERINA NA PERIMENOPAUSA

Wanderley, Miriam S.; Cavalcante, Claudinéia; Leão, Luciani F.; Oliveira, Marco Antônio. Depto. Ginecologia e Obstetrícia. Faculdade de Ciências da Saúde. Universidade de Brasília. Fone (061) 273 4069/ Fax (061) 273 0105.

Objetivo: Devido a maior incidência de patologias endometriais que podem ocorrer nessa faixa etária e que podem passar despercebidas é que nos propusemos a analisar as curetagens uterinas (CTG) realizadas em pacientes no período da perimenopausa.

Material e Método: De janeiro de 1996 a junho de 1998, foram avaliadas clínica, laboratorialmente e através de ultrassonografia transvaginal (UST), 81 pacientes com queixa de hiperpolimenorréia que evoluíram para CTG semiótica e/ou terapêutica.

Resultados: Das 81 pacientes, 54 (67,5%) tinham mais de 40 anos e 61,3% eram multíparas (? 4 gestações). Quatro pacientes apresentaram anemia severa e 2 foram transfundidas por apresentarem repercussões hemodinâmicas. Observamos 13 pacientes (16%) hipertensas, 6 (7,4%) diabéticas, 5 (6,2%) obesas, 5 com tireoidopatia (6,2%) e 20 com outras patologias. Á UST foi observado miomatose uterina em 29 pacientes (35,8%), espessamento endometrial em 29 (35,8%), exame normal em 28 (34,6%), patologia anexial em 3 (3,7%), suspeita de pólipo endometrial em 5 (6,2%) e de neoplasia endometrial em 1 (1,2%). Em 47 pacientes (58%) foi tentado tratamento hormonal prévio. À CTG, em 43 pacientes (53%) foi observado hiperplasia endometrial, sendo 38 simples sem atipias, 3 com atipias e 2 complexas com atipias, endométrio normal (padrão proliferativo ou secretor) em 30 (37%), em 6 (7,4%) não houve material suficiente para análise, em 1 (1,3%) foi observado mioma com degeneração mixóide e 1 (1,3%) com adenocarcinoma de endométrio. Também observou- se a presença concomitante de HPV em 2 casos, de pólipo endometrial em 8, NIC I em 1 e câncer "in situ" do colo em 1. Vinte e sete pacientes estão em tratamento hormonal, 29 evoluíram para histerectomia e 25 perderam seguimento clínico.

Conclusão: Cinquenta e quatro pacientes (66,6%) apresentaram algum tipo de patologia (endometrial ou cervical), inclusive 2 carcinomas insuspeitos clinicamente, o que nos leva a concluir que todo sangramento uterino anormal, especialmente de pacientes nessa faixa etária, deve ser criteriosamente investigado.

 

EVALUACION DE LA TOLERANCIA Y EFECTO SOBRE EL PESO Y TENSION ARTERIAL DE DOS ESQUEMAS SECUENCIALES DE THR CON ESTRADIOL Y PROGESTERONA MICRONIZADA

 

Fusaro D., Campostrini B., Frizza A. Martino M., Parisi C., Pozzo de Cima S., R. Vidal D., Sáenz G., Sauchelli L., Scoccimarra S., Witis S. Grupo Cooperativo GECLIM. Arcos 2626, Cap. Fed. (1428). Tel./Fax: 54.1.781.5009 ++ 273 - Argentina.

Objetivo: Evaluar la Tolerancia, el efecto sobre Peso (P) y Tensión arterial (TA) del 17ß estradiol (E2) y la progesterona micronizada (PM) por vía oral en 2 dos esquemas secuenciales de THR con deprivación mensual o trimestral. Diseño: Prospectivo, randomizado.

Material y Método: Fueron estudiadas 134 pacientes postmenopáusicas (p) randomizadas según día de nacimiento para recibir 12 meses de THR con 2 mg de E2 oral asociado a: Grupo A (69 p): 200 mg/día por 14 días/mes de PM. Grupo B (65 p): 200 mg/día por 14 días cada 3 meses de PM. Se evaluó la tolerancia de los 2 esquemas mediante una escala análogo visual a tiempos 3, 6, 9 y 12 meses de tratamiento. Se registraron los valores de P y TA sistólica y diastólica a tiempos 0, 3, 6, 9 y 12 meses. Ambas ramas se hallaban balanceadas al ingreso al estudio respecto de: edad, peso, TA, índice de Quetelet, tipo y tiempo de menopausia. Para el análisis estadístico se usó el test de Wilcoxon y el test de T. Resultados: 16 p (12%) abandonaron el estudio. Por causas ajenas al tratamiento, en B: 7 p. Por efectos colaterales, en A: 4 p. y en B: 5 p. Se refirieron como efectos adversos: mastalgia 39 p (33%), tensión premenstrual 24 p (20%), metrorragia 17 p (14%), gastrointestinales 10 p (8%) y otros 3 p (2%). El p y la TA no mostró cambios significativos post tratamiento en ambas ramas.

Conclusiones: Ambos esquemas fueron bien tolerados y el índice de deserción puede considerarse aceptable.

 

ASPECTOS MAMOGRÁFICOS NA PÓS-MENOPAUSA

Haidar, Mauro A., Nunes, Marcia G., Silva, Ivaldo, Ohashi, Emily I., Rodrigues De Lima, Geraldo, Baracat, Edmund C. Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina. R. Sidney Siqueira, 53 CEP 04710-040, São Paulo FAX: 011-889-7345.

Objetivo: Avaliar os aspectos mamográficos na pós menopausa.

Método: 281 mulheres na pós menopausa, com índice de massa córporea (IMC) menor que 28. Foram divididas em quatro grupos, de acordo com o tempo de menopausa: I - 1-2 anos (80-28,5%); II - 3-5 anos (73-26%); III - 6-10 anos (73 - 26%), e IV - > 11 anos (55-19,5%). Foram analisados o padrão de substituição gordurosa e a presença de calcificações ou nódulos.

Resultados:

Tabela 1: Padrão di substituição gordurosa

 

Tabela 2: Presença de calcificações

Encontramos 3 nódulos no grupo I (1-Cisto, 1- fibroadenoma, 1-calobular in situ); 1 no grupo II (cisto); 3 no grupo III (1-Cisto, 1-fibroadenoma, 1-linfonodo) and 3 no grupo IV (1-Cisto, 1-fibroadenoma, 1-hiperdensidade assimétrica)

Conclusão:

1- Houve predomínio de tecido gorduroso na pós-menopausa.
2- A eficácia da mamografia na detecção de câncer aumenta com a idade.
3- O rastreamento na pós-menopausa detectou um caso de neoplasia maligna de mama (0,36%)
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